terça-feira, 2 de novembro de 2010
FUNCIONALISMO MUNICIPAL
Por Israel Moraes.
As coisas não mudam de uma hora para outra. É necessário ainda de bastante tempo para que as coisas mudem e se tornem cada vez mais democráticas. Os funcionários de nossa cidade são descartáveis. Se não agirem conforme o figurino ou seja se o desempenho não agradar, o administrador rapidamente põepara fora aquele que foi contra ao esperado, sem qualquer tipo de negociação ou diálogo. Grande parte dos funcionários contratados do setor público vivem completamente inseguros sem saber o que virá pela manhã. Além das dificuldades que têm para sustentar uma família, ainda vivem o tormento psicológico, sem ter a certeza se vão ou não continuar empregadas. Essa forma de governar é uma forma completamente totalitária. Não há recursos nem mecanismos de defesa para escapar desse modo tirânico de se governar. Como em muitos lugares, aqui também tem a distribuição dos cargos preestabelecidos durante a campanha. São chamados de cargos comissionados. O gestor quase se sente na obrigação de honrar esse trato, de sanar esse compromisso, mesmo que coloque no setor designado um profissional completamente desqualificado, despreparado e que não tenha nenhuma afinidade com aquilo que vai executar. Essa mentalidade está muito arraigada em alguns políticos das mais diversas localidades e na do nosso município não poderia ser muito diferente, sobretudo pela falta de preparo político e administracional do líder de nossa terra. Chamamos isso de “politicagem suja e medíocre”. Porque penso e é coerente e de senso comum que “cada macaco deve estar no seu galho.” Resumindo, uma pessoa não vai pôr sua vida em risco deixando-a sobre os cuidados de uma pessoa que não seja da área da medicina. Esse exemplo é suficiente para nos revelar que as coisas devem acontecer de maneira ordeira, com os melhores arranjos possíveis. Infelizmente nossos gestores não pensam e não acreditam assim. Aqui as coisas são julgadas a base dos gostos e das simpatias. Não são pela razão e pela racionalidade. As coisas aqui são julgadas de modo muito frívolo e grotesco. As coisas são grotescas, a forma de funcionalismo público é grotesa e assim o carro anda. Só na área da saúde, é que quase todos atuam nos seus respectivos cargos. E assim se deve, pois se isso não ocorrer, o conselhos regionais fiscalizadores cobrarão pesado sobre o condutor que rege na nossa urbe. É preciso uma quebra de paradigma em cima desse modo de proceder. A população não pode ficar refém desses graves erros. Deve fazer sua parte. Cobrar, reivindicar, escrever, não ficarem submissos ao tratamento profissional daqueles que sequer sabem distinguir o certo do errado. Como falta compromisso por parte das pessoas de um modo geral e também porque muitas delas estão ocupando esses mesmos cargos, talvez seja impossível que aja isso. Mas a minoria deve gritar, devem bradar... Reivindicar dos vereadores que deixem de ser marionetes dos caprichos do governante e exercitem os seus papéis de maneira plena, de modo digno e de acordo com o que a constituição federal e a lei orgânica do município reza. Cadê os sindicatos, cadê as associações para conclamarem contra esse estilo? As pessoas... Ah! Eu acho que essas estão muito preguiçosas, vivendo de forma comodista, egoísta e individualista!
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