segunda-feira, 5 de março de 2012

 

Educação - 1ª parte.

Hoje, me dirigir a um colégio estadual daqui de minha cidade e pude notar o quanto a educação pública no Brasil, em especial de nossa cidade, precisa de grandes e urgentíssimas reformas. A situação é delicada e gravíssima. A falta de comprometimento por parte de alguns professores, o descaso, o desinteresse e a falta de motivação e ânimo é o que predomina nesse âmbito estudantil. A maioria dos alunos do lado de fora, sem estar assistindo as aulas. Percebi que alguns alunos estavam na expectativa de ter aula, de querer estudar, afinal, estavam ali para isso. Tinha uma aluna que reclamava. Disse que havia trabalhado o dia inteiro e que quando chega à noite, ia para escola e não tem aula. Eu disse que era porque os professores ainda estavam de férias... Eles nem sabiam qual era a sala que iriam estudar, pois não havia nenhuma placa indicativa nas portas das salas e dos corredores avisando quais são as respectivas turmas. Salas completamente vazias... Uma esculhambação generalizada.... Eu fiquei perplexo! Nós nem podemos culpar o adolescente pela de interesse nos estudos. No lugar desse não há nenhuma espécie de entusiasmo. Além disso, quais são as aprendizagens que o aluno irá extrair desse local e que vai levar para sua vida futura? Quase nada. Em todo o colégio, só havia a dois professores ensinando. A professora Cristina Brito, viúva do recém-falecido Paulo. Gostaria de mais uma vez parabenizá-la pela responsabilidade e solicitude que estava demostrando. Ela estava ensinando geografia. Havia outro professor ensinando matemática. Esse, eu não sei qual era o nome. Enfim, tive uma péssima percepção desse ambiente. É por isso que se formam os ladrões, os que vivem a margem da sociedade e que vão roubar nossas casas à noite, os semianalfabetos, os despreparados que ficam a mercê da sorte e da desventura nesse país que infelizmente eu nasci. É uma pena a gente não poder escolher o lugar que a gente nasce. Um professor desesperançado desse colégio, disse-me o seguinte: “A educação no Brasil não tem jeito.” Se ele que é mestre e leciona há muito anos diz isso, é porque já perdeu completamente o otimismo de que a coisa um dia melhore. Esses professores que não foram dar aula hoje, com a esfarrapada desculpa de que está organizando o ano escolar, vá para a escola dar aula e contribuir para um estado melhor. Não fiquem recebendo do estado, sem aplicar a didática necessária. Diretor! Faça reuniões periódicas com o corpo docente do colégio! Faça uma gestão escolar eficiente. Não fique brincando de faz de conta. Contribua para desconstruir a rima que diz: “Escola POLIVALENTE, entra burro e sai demente...”.

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